Belo Horizonte está redescobrindo suas madrugadas. Conhecido pelo lema “um boteco em cada esquina”, o Centro ganhou fôlego extra com o térreo do Mercado Novo, que agora recebe música ao vivo e DJs até o amanhecer. Entre bancas, balcões de inox e copos tilintando, a cena boêmia estendeu o expediente: tem programação que vai do café da manhã às 5h, misturando samba, MPB, pagode, pop, rock e eletrônico.
A seguir, seis bares que ajudam o Mercado Novo a amanhecer — cada um com personalidade, cozinha e trilha sonora próprias.
Nuuh Cervejaria
Por que ir: pioneira no movimento noturno do térreo, a Nuuh combina clima de boteco com pegada de pub moderno, mantendo a casa até 5h.
No copo: cervejas artesanais da marca (IPA, Session IPA e rótulos sazonais).
No prato: bolinhos artesanais (frango com requeijão, linguiça com cream cheese, carne com jiló) que já viraram assinatura.
Na pista: revezamento de música ao vivo e DJs entre samba, MPB, pop e rock alternativo.
Bar del Ruim
Por que ir: humor afiado no nome e nas paredes; a nova unidade do Centro aterrissou no Mercado Novo e costuma lotar até 3h.
No prato: almôndega de jiló, torresmo de barriga, carne de panela com batata — boteco criativo com pegada caseira.
Na pista: samba-rock e pop nacional às sextas e sábados para um público fiel que quer comer bem e rir melhor.
Bar do Daniel
Por que ir: clássico da Lagoinha (desde 1969), trouxe a alma da “estufa raiz” para o Mercado Novo, funcionando até 4h.
No prato: carne de panela com batatinha, torresminho no copo e o pastel de carne com queijo — campeão de pedidos.
Na pista: noites de samba e forró que aquecem o salão depois da meia-noite.
Lambe-lambe
Por que ir: endereço dos drinques autorais para quem quer refrescar ou encerrar a noite até 5h.
No copo: criações rotativas com perfis como tangerina, limão e flor de sal (cardápio muda semanalmente).
Clima: luz baixa, atmosfera intimista e trilha que passeia de MPB ao eletrônico.
Bolota’s
Por que ir: batizado pelo apelido do idealizador do movimento, o bar abraça a cozinha de boteco raiz com toques contemporâneos e vai até o amanhecer.
No prato e no copo: porções generosas, drinques clássicos e serviço de madrugada.
Na pista: grade eclética com pagode, samba e DJs que assumem o som nos horários finais.
Bar Sub
Por que ir: estética urbana, clima alternativo e pista para quem quer dançar até o sol nascer (aberto até 5h).
No copo: coquetéis autorais e cervejas bem geladas.
Na pista: indie rock, house e convidados que se revezam com DJs residentes.
Por que isso muda o mapa boêmio de BH
- Horário estendido: programação contínua, do desjejum ao pós-balada.
- Mix diverso: bares com identidade própria, cardápios autorais e trilhas para públicos distintos.
- Revitalização do térreo: a vida noturna desceu dos andares superiores e reencontrou as bancas tradicionais, criando um fluxo inédito no Centro.
Se a cidade sempre foi grande em boteco, agora também aprendeu a amanhecer.



